Steve Reich: compondo com o mínimo

O show mais lindo que eu vi este ano: Percorso Ensemble executando duas peças de Steve Reich no SESC Consolação dentro da Mostra SESC de Artes.

Reich é usualmente lembrado como um pioneiro do minimalismo. Sua música é feita com um mínimo de acordes repetidos à exaustão (música repetitiva, é assim que Reich gostava de ter sua música chamada).

As notas são tocadas por váris instrumentos; nesse show a primeira peça teve a participação de SEIS xilofones tocados ao mesmo tempo, dando à música uma enorme massa hipnótica. Mais que progressivo, o som era ‘aditivo’, com elementos minimais aparecendo diversas vezes nas composições, com as notas sendo tocadas um nível acima ou abaixo em cada instrumento.

Fiquei impressionado com o público, mais com cara de música erudita. Esperava mais jovens para ver o trampo de um compositor vanguardista que já tocou com o Kraftwerk.

Veja abaixo o vídeo de ‘Pulse’ de seu disco ‘Music For 18 Musicians’, fácil um dos álbuns mais importantes dos últimos… 50 anos?

Ah, e aqui o torrent do disco ;-)



Lucy e Bart

Taí uma coisa que os gringos adoram chamar de avant-garde artwork. São os trabalhos da dupla holandesa Lucy and Bart. Tem várias imagens no blog dentro do incrível site deles; já pela capa dá pra sacar como eles lidam com identidade homem/mulher e mais, até com uma coisa corpo/objeto, misturando orgânico com etéreo.

O mais legal é que, apesar de conceituais, os trampos são muito pop, característica que parece forte na arte de vanguarda atual. Lembra, por exemplo, o geninho atual da moda, Gareth Pugh.