Arte e desalojamentos

Que chata seria a arte se ela tivesse que se ater a bom senso, bom gosto ou ética.

"The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living", de Damien Hirst

"The Physical Impossibility of Death in the Mind of Someone Living", de Damien Hirst

Deixei escapar este post semana passada, mas nunca é tarde demais para dar pitacos em uma discussão que (graças a Deus!) nunca terá fim.

Dias depois do “ataque” à Galeria Choque Cultural aqui em São Paulo, o mundo da arte tomou uma de suas maiores chacoalhadas dos últimos tempos com o leilão de Damien Hirst na Sotherby´s em que o artista passou por cima de seu galerista e vendeu uma série de suas obras (todas paródias entre sí) pela quantia recorde de 111 milhões de libras.

Claro, diversas vozes se levantaram para falar de ética e embuste; o mundo milionário das galerias de arte está estremecido. No meio dos revoltados e amedrontados (que mimetizavam as manifestações do caso Choque), me chamou a atenção a bela posição de Márcia Fortes, da Gaçeria Fortes Vilaça neste texto da Folha. Destaco o final:

“Mas Damien conseguiu de novo -implodiu regras vigentes e explodiu especulações. Dessa vez, o “tempero” extra é a anunciação da morte do galerista. Claro que poucos artistas no mundo se beneficiariam com isso, a maioria sofreria fracassos vergonhosos nos leilões. Mas isso me intriga bastante -poder imaginar um mundo onde minha profissão esteja extinta e eu, bem, finalmente livre para me reinventar.”



Post pago de cigarro pode?

A discussão do dia na blogosfera é este post de Ian Black em seu blog, Enloucrescendo. Ele indica que o post foi feito mediante pagamento por uma agência de publicidade e faz um “review” de um suposto novo tipo de cigarro da Marlboro, o Black.

Já rolam especulações de que pode ser tudo uma piada - notem que o post está sob a categoria ‘humor’, mas ainda não dá pra ter certeza.

Nunca custa lembrar que toda propaganda de cigarro é proibida por lei federal e as únicas exceções são os pontos de venda.